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Um amante de esportes, em especial o futebol. Bacharel em Administração, pós-graduado em Finanças e Tecnologia da Informação. No futebol atuou na Vice-Presidência de Administração do Sport Club Internacional de 2007 a 2010 e de 2015 a 2016. Membro da Comissão de Laudos Técnicos dos Estádios pelo Ministério do Esporte e Coordenador-Geral de Modernização da Secretaria Nacional do Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor no Ministério do Esporte em 2011.

terça-feira, 12 de abril de 2011

DALLEGRAVE E AS ESTÁTUAS DO BEIRA-RIO

Arthur Dallegrave, 1930 - 2008
Hoje, dia 12 de abril, se estivesse entre nós, o saudoso Arthur Dallegrave estaria completando 81 anos. Escrevo aqui uma das idéias dele que externava em 2007 nos corredores da Presidência do Sport Club Internacional.

Sonhava Arthur em criar, ali próximo do mastro da bandeira do Clube e do Gigantinho, um espelho d'água, um lugar agradável, reformado e que tivesse uma homenagem aos grandes craques Colorados do passado em estátuas em bronze.

Algo semelhante ao que tem atualmente no Old Trafford, com a "Holy Trinity" (ou "Santíssima Trindade"), homenagem aos lendários jogadores do Manchester United: George Best, Bobby Charlton e Denis Law.

Old Trafford Stadium, Manchester United

Na idéia de Arthur Dallegrave, seis jogadores seriam homenageados com estátuas de bronze neste local turistico e reflexivo do torcedor Colorado, estes seriam: Carlitos, Larry, Valdomiro, Figueroa, Falcão e Fernandão. Mas não era algo definitivo, em outros momentos adicionava o Tesourinha e Claudiomiro, retirava o Carlitos, voltava o Carlitos, tirava o Tesourinha, aumentava de seis para sete, oito estátuas.

Tenho certeza que ele se encantaria com D'Alessandro no Inter, com seu falecimento em novembro de 2008, infelizmente não viu o título da Copa Sul-Americana, com o trio Nilmar, Alex e D'Alessandro, nem nossa grande e histórica Libertadores da América de 2010.

Com todo respeito a idéia do nosso ex-Presidente Arthur Dallegrave, entendo que deveriamos homenagear 10 grandes atletas e homens honrados que vestiram o manto Colorado. Estes seriam:

  • Tesourinha, o grande craque do Rolo Compressor
  • Carlitos, o maior artilheiro do Clube, goleador do grande Rolo Compressor
  • Larry, representando o Rolo dos anos 50, equipe que encantou o Brasil
  • Claudiomiro, o gol número 1 do Beira-Rio, um dos maiores goleadores do Clube
  • Valdomiro, símbolo da raça, jogador com mais partidas pelo Clube, multicampeão
  • Figueroa, o capitão campeão brasileiro de 1975 e 1976
  • Falcão, o melhor jogador de nossa história
  • Fernandão, o capitão do sonho da Libertadores, um dos maiores lideres de todos os tempos do Clube
  • Iarley, o grande jogador do Mundial de Clubes FIFA e grande liderança e doação ao Clube
  • D'Alessandro, o craque da conquista da segunda Libertadores

Muitos dirigentes ouviram estas histórias, infelizmente nos projetos de reforma para o Beira-Rio esta idéia se perdeu. Não existe hoje no Beira-Rio, exceto o Museu, um local dedicado aos ídolos de dentro de campo, onde o torcedor possa admirar seus craques.

Vou conversar com alguns parentes do Dallegrave sobre este assunto. Vou conversar com o atual Secretário Geral, Gelson Pires, e com o anterior, Alexandre Mussoi, que eram dirigentes que conversavam seguidamente com Dallegrave. Saber se existia algo a mais do que a idéia. E sugerir, dentro do possível, que seja contemplado essa idéia na reforma do Beira-Rio.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

BEM-VINDO FALCÃO

Falcão na Seleção Brasileira em 1991
Paulo Roberto Falcão é o melhor jogador da história do Internacional. Craque de alta categoria, também lider, guerreiro e determinado. Mais que isso, um campeão com diversos titulos gaúchos e o tri-campeonato brasileiro. Craque não somente no Beira-Rio, encantou a Europa e foi campeão pelo Roma no momento que o Campeonato Italiano era o maior do mundo.

Em 1990 a Alemanha foi campeã mundial com Franz Beckenbauer estreiando como treinador, diretamente na seleção. Motivado por este fato, a CBF lança Falcão como treinador em um dos momentos mais difíceis da história da Seleção Brasileira pois a geração Zico, Falcão, Careca e Socrates tinha acabado, 20 anos sem títulos mundiais e o futebol brasileiro com carência de craques afirmados. Lançou na seleção alguns jogadores que 3 anos depois seriam campeões mundiais como Cafu, Mauro Silva e Márcio Santos.

No seu primeiro clube, o América do México, teve relativo sucesso, conquistou a Copa Interamericana em 1991 e a Copa dos Campeões da CONCACAF em 1992. No segundo semestre de 1993 assumiu pela primeira vez o comando do Sport Club Internacional, com apoio total da torcida, porém um clube muito desorganizado. Foram 17 jogos, com 8 vitórias, 4 empates e 5 derrotas. E ainda na fase dos amistosos de pré-temporada em 1994 deixou o clube para ser o treinador da Seleção Japonesa, onde ficou até 1995.

Em 1996 assumiu como principal comentarista na Rede Globo, local que teve destaque por sua clareza, imparcialidade e conhecimento de futebol. Também atuando na Rádio Gaúcha e jornal Zero Hora.

O desejo do desafio de voltar para o vestiário era grande. Oportunidades surgiram nos últimos anos, porém o Internacional nunca convidou Falcão, mas agora chegou a vez, com a saída de Celso Roth e a vontade de mudança radical na estrutura do pensamento de futebol, o Inter ousou e trouxe de volta para casa nosso grande ídolo.

Dificuldades serão muitas, não existe vida fácil para treinador, porém Falcão é uma pessoa de desafio em sua essência. A ausência no vestiário por anos será compensada com o estudo e bagagem técnica que possui, sem falar do forte apoio do torcedor.

Hoje na apresentação (video abaixo) pode se ver as idéias e o controle do vestiário que exercerá. A motivação do torcedor é grande e chegou a hora do nosso ídolo nos dar novas alegrias. Boa sorte Falcão.