Quem sou eu

Minha foto
Um amante de esportes, em especial o futebol. Bacharel em Administração, pós-graduado em Finanças e Tecnologia da Informação. No futebol atuou na Vice-Presidência de Administração do Sport Club Internacional de 2007 a 2010 e de 2015 a 2016. Membro da Comissão de Laudos Técnicos dos Estádios pelo Ministério do Esporte e Coordenador-Geral de Modernização da Secretaria Nacional do Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor no Ministério do Esporte em 2011.

domingo, 24 de julho de 2011

A SAÍDA DE ROBERTO SIEGMANN E FALCÃO

A mudança em um departamento de futebol é algo comum na história de qualquer grande clube. O próprio Internacional já passou por diversos momentos de sua história em que foi necessário intervenção do Presidente e mudança no comando do futebol.

Fernando Carvalho passou por essa situação em 2002, quando precisou retirar Pérsio França da Vice-Presidência de Futebol na reta final do Campeonato Brasileiro de 2002 quando quase fomos rebaixados. Buscou em Ibsen Pinheiro a solução para um vestiário mais experiente e que buscasse foco para o final do campeonato.

Vitorio Piffero em 2007 iniciou sua gestão com Giovanni Luigi como Vice-Presidente de Futebol. No meio do mesmo ano solicitou ajuda para Fernando Carvalho que entrou como Diretor de Futebol. No final de 2008 inverteu as posições, com Fernando Carvalho assumindo como Vice-Presidente de Futebol e Giovanni Luigi passando para Diretor de Futebol.

Roberto Siegmann, Giovanni Luigi e Falcão
Portanto, a troca do comando de futebol, é algo normal. Mas o que espantou a todos os torcedores, imprensa e boa parte de dirigentes que tinham contato com Luigi e Siegmann foram as declarações de total falta de relacionamento entre eles.

Ouvindo Siegmann falar, chego a conclusão que o problema está na origem. Não poderia o Presidente Luigi colocar na Vice-Presidência mais importante uma pessoa que ele não tem o mínimo relacionamento ou sintonia em pensamentos.

Infelizmente, a escolha dos principais cargos nos clubes brasileiros são ainda por coligações políticas e hierarquias de movimentos políticos, não chegamos no nível ainda de ser por vocação para a área ou por integração com seus pares.

Em resumo, Luigi não deveria nem ter posto Siegmann nesta posição porque eles não conseguem trabalhar integrados e sintonizados, corrigiu um erro do início da gestão.

E Falcão? É realidade que Falcão acusou o tempo fora da função de treinador e demorou mais que esperavamos para engrenar. Muito de seu discurso não viamos em campo. Porém o time mostrava evolução, principalmente o time titular. O grupo possuia muitas deficiências e sempre que Falcão tinha desfalques ficava evidente a queda de rendimento do time. Na minha análise não tinhamos como cobrar muito de Falcão porque havia deficiências no grupo que apenas com contratações poderia solucionar. Falcão e Siegmann recentemente expressavam abertamente isso, o que trouxe desconforto para Luigi.

Na mudança do comando do futebol, também saiu o treinador. Muitos torcedores, entre eles eu, consideraram prematura a mudança do treinador. Falcão deveria continuar. Porém, na coletiva de saída do treinador, este fez fortes acusações ao Presidente e também externou que não falava com o Luigi e o relacionamento entre eles era zero. Aí começamos a entender porque Luigi mudou também o treinador.

Em dezembro participei de algumas reuniões com Aod Cunha. Reuniões de transição. Em uma das reuniões ele me perguntou qual o maior problema do Internacional. Eu respondi: "Falta de integração entre as áreas". Acontecia no passado e continua acontecendo nesta gestão. Faz parte do amadurecimento profissional que nosso clube passa.

Para Vice-Presidente de Futebol o escolhido foi Luís Anápio Gomes, que é Vice-Presidente eleito, pessoa próxima a Luigi mas sem muito conhecimento do ambiente de futebol. Trouxe corretamente Fernandão para ser seu braço direito, algo que vejo muito bom para o futuro do Internacional.

Aod Cunha que cito acima saiu em maio, considerado um erro a contratação dele por parte do Vice-Presidente Dannie Dubin, e também uma mudança houve na Diretoria de Patrimônio. Em janeiro Hélio Giaretta foi promovido a Diretor de Patrimônio, porém houve alguma mudança interna que este retornou a Gerente de Patrimônio.

Em janeiro escrevi um post sobre "A Nova Estrutura Organizacional", o organograma nestes sete meses mudou muito e algumas lacunas estão abertas. Segue abaixo o organograma atualizado.

Um comentário:

  1. Alexandre, o grande problema não é o remanejamento, a mudança, e sim a maneira como foi feita.
    O Giovanni Luigi NÃO FOI HOMEM o suficiente para barrar Falcão como treinador no Internacional, coisa que o presidente definitivamente nunca quis. E também NÃO FOI HOMEM na forma como demitiu o Falcão, ou seja, esperou a primeira brecha possível para fazê-lo, uma derrota jogando mal em casa.
    Além disso, Luigi NÃO FOI HOMEM pelo fato de não cumprir com a sua palavra de contratar jogadores a pedido do novo técnico e, pelas costas, após a saída de Falcão, anunciou os reforços com quem já estava negociando havia dias.
    Ou seja, mesmo que a mudança de técnico e vice-de-futebol sejam coisas corriqueiras em um time, Giovanni Luigi mostrou que NÃO É HOMEM para dirigir o Clube do Povo do Rio Grande do Sul.
    E, pra piorar tudo o que escrevi, todos esses atos do nosso atual presidente foram perpetrados simplesmente contra Paulo Roberto Falcão, o maior ídolo da nossa história, uma pessoa de caráter, inteligente, educada e acima de tudo colorada.
    É por isso que quando houver eleições, assim como eu, centenas, talvez milhares de colorados farão campanha contra o Luigi. Pela primeira vez na história recente, um presidente não vai ser reeleito.
    Uma pena que tu tenhas que analisar a situação sem um distanciamento, afinal de contas o teu cargo também não deixa de ser político.
    Caso estivesses fora do dia-a-dia do Internacional, tenho certeza de que também fosses manifestar indignação contra a MANEIRA como a demissão do nosso maior ídolo foi executada.
    Abraço, saudações coloradas!

    ResponderExcluir