Quem sou eu

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Um amante de esportes, em especial o futebol. Bacharel em Administração, pós-graduado em Finanças e Tecnologia da Informação. No futebol atuou na Vice-Presidência de Administração do Sport Club Internacional de 2007 a 2010 e de 2015 a 2016. Membro da Comissão de Laudos Técnicos dos Estádios pelo Ministério do Esporte e Coordenador-Geral de Modernização da Secretaria Nacional do Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor no Ministério do Esporte em 2011.

sábado, 31 de dezembro de 2011

OPERAÇÃO SÃO SILVESTRE 2012

Neste primeiro dia de 2012 começo a cumprir uma promessa que fiz em 7 de janeiro de 2002 no dia que quebrei a perna jogando futebol. A promessa foi "Se eu me recuperar bem, prometo que vou correr novamente a São Silvestre", mas antes de falar da promessa vou contar a experiência fantástica, a 77ª Corrida Internacional de São Silvestre, em 2001.

A MOTIVAÇÃO INICIAL

Em 2001, 77ª São Silvestre
Estava morando em São Paulo oficialmente desde 1998, mas prestando serviço (indo toda semana) desde 1996. Trabalhava em um banco italiano, a Banca Nazionale del Lavoro (Banco BNL), que ficava na Av. Paulista, palco das grandes festas de São Paulo. Entre elas a Corrida Internacional de São Silvestre.

Em 2001, como brincadeira, eu e um colega de trabalho, Marcelo Bastos, ambos sempre brigando contra a balança, fizemos uma aposta: "Vamos correr a São Silvestre". A brincadeira ganhou corpo no BNL, vários amigos começaram a apoiar (principalmente o Fabinho e Chang), nos cobrar em almoços e jantas, nos vigiar nos abusos gastronômicos e, principalmente, aderir a idéia. Juntamos mais de 40 funcionários para a prova, o banco BNL acabou nos patrocinando pagando a inscrição e o material para corrida, também disponibilizou um personal trainer, algo que não usei porque tinha que acordar muito cedo para ir treinar (aí exageraram... eh eh).

OBJETIVO E PREPARAÇÃO

Parque Ibirapuera, local de preparação
Estudando um pouco o regulamento, fiquei sabendo que, para todos os participantes que completam em menos de 2 horas, há uma medalha de participação. Isto me encantou. Quero a medalha. Este era minha motivação maior. Objetivo traçado.

Comecei a preparação atrasado, em julho de 2001, no Parque Ibirapuera. Corria todo errado e encontrei diversas pessoas no parque, com conhecimento de corridas, que começaram a me dar várias orientações. Desde as mais básicas de correr sem ficar olhando para baixo desde como pegar condicionamento físico.

Fui evoluindo, dia a dia. Treinava duas vezes por semana, correndo algo como 5 km cada dia. Em setembro já corria 5 km em um treino e 10 km no outro. Motivado por estar correndo 10 km sem parar e vendo o esforço que estava fazendo, parei de jogar futebol (jogava toda a terça) com medo de alguma lesão que atrapalhasse a preparação.
 
E, finalmente, no início de dezembro, comecei a completar 16 km sem precisar caminhar. O Natal passei com a família no RS, em Tramandaí. Lembro de dia 24 de dezembro ter feito um teste entre Tramandaí e Imbé, 16 km que marquei antes de carro, fiz em 1h30min, este era meu tempo. Estava tranquilo para a prova, pois a medalha era para quem completasse em 2h, tinha 30 minutos de sobra, isso dava grande tranquilidade.

AS DIFICULDADES E DESESPERO NA HORA DA PROVA

Em 2001 foram 17 mil participantes
Chegou o dia da prova, dia 31 de dezembro de 2001. Nos reunimos antes no banco BNL, próximo da largada da corrida. Até o presidente do banco, Fausto Salvati, foi nos incentivar antes da corrida. Chegamos as 14h para uma corrida que começava as 17h. E aí começaram as dificuldades. Era tanta gente, mas tanta gente (o total da corrida foi 17 mil inscritos, mais os que correm sem inscrição) que decidimos ir logo para a linha de largada (ficamos muito longe da largada na verdade). Ficar esperando 3 horas sentado no asfalto molhado (tinha chovido) não estava na minha preparação.

Deu a largada e... NADA. Era tanta gente que caminhavamos. Fomos tentando correr, mas no máximo troteamos. A verdade é que passei a real linha de largada com já 15 minutos de prova e sem conseguir correr.

Depois a segunda dificuldade. Sabe aquelas placas, faixas, bandeiras que os "famosos por 15 segundos" levam para aparecer na Globo? Passado 100 metros das câmeras da Globo eles jogam todas no chão. Maior porcaria. E aí quem vem atrás acaba parando para não se enroscar, para não pisar em falso, para não pisar em prego. É muita faixa e placa, vira uma zona.

Olhei no relógio, 20 minutos e eu ainda na Av. Paulista. Bateu o desespero. Não ia conseguir fazer o tempo de 2 horas e ficaria sem a medalha. No desespero se faz tudo errado. Logo depois da Av. Paulista tem a descida da Consolação. Sempre recebi instrução "não acelera na descida, mantém o ritmo", mas com 20 minutos perdidos não quis nem saber, acelerei na descida para recuperar o tempo.

Aliás, voei na descida da Consolação. Voei tanto que no Elevado Costa e Silva, exatamente no 6 km tive que caminhar. E pensei: "Meu Deus! Fiz tudo errado". Aí fui caminhando e pensando no início da preparação. Corria 5 km, caminhava 500 metros, corria 5 km, caminhava 500 metros. Decidi adotar esse ritmo. Caminhei por 500 metros. E corri no meu ritmo, mais 5 km. Estava bem, poderia seguir, mas decidi seguir 500 metros caminhando na Av. Rio Branco. Aí faltavam mais 5 km para completar. Fui correndo.

O FIM DA PROVA E A MEDALHA

Medalha que conquistei em 2001
Quando vi a subida da Av. Brigadeiro Luis Antônio, tão temida por todos, eu sorria. Sabia que era bom de subida e minha maior dificuldade era na descida. Faltavam apenas 2,5 km. Segui meu ritmo, olhando no relógio sempre e apoiado pela multidão que fica nas ruas incentivando os corredores.

Ao dobrar a esquina da Av. Brigadeiro com a Av. Paulista é muita emoção. A lembrança de toda a preparação, das dificuldades da prova, do apoio dos amigos e... passei pela linha de chegada, fim. Tempo de 1 hora e 48 minutos. Quando uma garota da organização se aproximou com a medalha da participação me senti um queniano. Objetivo alcançado. É muito bom correr a São Silvestre.

A PROMESSA

Em 7 de janeiro de 2002 voltei a jogar bola. Após ter parado em setembro com medo de uma lesão que atrapalhasse a São Silvestre. Parece que flertei com o destino, no primeiro jogo recebi uma tesoura por trás, trancando a perna com todo o peso do corpo. Quebrei a perna. Em meio a tristeza fiz uma promessa: "Se eu me recuperar bem, prometo que vou correr novamente a São Silvestre".

Chegou a hora de cumprir a promessa. Vou correr a São Silvestre 2012. Conto com o apoio e incentivo dos amigos.

FELIZ 2012

Ataque 2012 - Dagoberto, Oscar, D'Alessandro e Leandro Damião. Vem aí um feliz 2012.

domingo, 18 de dezembro de 2011

O MELHOR TIME DE TODOS OS TEMPOS

Pep Guardiola assumiu o Barcelona na temporada 2008-09
É simplesmente sensacional ver o atual Barcelona jogar. Não só pela qualidade dos jogadores e pelas inúmeras conquistas, mas principalmente pelo domínio total da partida, aniquilando os adversários independente da qualidade adversa.

Pela minha idade não pude ver o Santos de Pelé, o Real Madrid de Di Stefano e Puskas, a Hungria de 1953/54, o Brasil das Copas de 1958 e 1970, a Holanda ou Ajax da primeira metade da década de 70 e, infelizmente, não pude ver o Internacional dos anos 70.

Flamengo dos anos 80
Mas, em compensação, eu vi jogar o Flamengo dos anos 80, um time sensacional com Zico sendo o grande maestro. Também vi a Seleção Brasileira de 1982, com 11 craques em campo. Vi o Napoli de Maradona e Careca, com o argentino em sua melhor fase da vida. Vi o Milan do trio de holandeses Gullit, Rijkaard e Van Basten. Também tive o prazer de ver o Barcelona de Romário, Laudrup e Stoichkov, além de ter visto o multi-campeão Manchester United do final do século. O Real Madrid dos Galáticos também encantou o mundo, assim como o Barcelona de Ronaldinho, Deco e Eto'o.

Porém, pensando em todos estes grandes times que vi, nenhum é tão forte como o Barcelona de Pep Guardiola. Nenhum dele amassava tanto seus adversários como o atual time catalão. Já são 13 títulos de Pep Guardiola em 16 disputados, sendo que nesta lista tem duas Champions League e dois Mundias FIFA. Não existe clube ou seleção capaz de batê-los.

E preparem-se, nos próximos anos ainda teremos um massacre do Barcelona. Do time principal apenas dois jogadores tem mais de 30 anos (Carlos Puyol e David Villa). E alguns craques ainda com menos de 25 anos (Pique, Fabregas, Sanchez, Messi, Thiago Alcantara, Busquets, Pedro).

F.C. Barcelona, mais que um Clube. O slogan que dá a dimensão do Barcelona.
O segredo está no Clube. O Barcelona é o maior exemplo de como a estrutura pode contribuir diretamente dentro do campo. A cultura de futebol implantada nas categorias de base é o que mais espanta a todos, direcionando o mundo do futebol onde está o segredo.

Quem quiser ter um time como do Barcelona já sabe, tem que implantar a cultura no Clube inteiro, trabalhar a categoria de base e dar tempo para o modelo se solidificar. Nada se consegue da noite para o dia, ainda mais quando falamos do melhor de todos os tempos. Quem sabe inicia lendo o livro "A bola não entra por acaso" de Ferran Soriano, ex-Presidente do Barcelona, onde conta as estratégias de gestão.